DEFESA QUESTIONA SANÇÕES A NEGROMONTE: AFASTAMENTO

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar denúncia, e o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, virar réu por corrupção, sua defesa chamou de “desnecessária” as medidas adotadas pelo STF, que também o afastou do cargo de conselheiro, responsável pelo julgamento de contas de prefeituras e Câmaras municipais.
O ex-ministro foi denunciado, em outubro de 2017, sob a acusação de acertar o pagamento de propina, no valor de R$ 25 milhões, para beneficiar empresas do setor de rastreamento de veículos, com base em delação premiada do doleiro Alberto Youssef.
“Com base em elementos extremamente frágeis e contestáveis não só foi recebida a denúncia como também decretado o afastamento do cargo, sem que houvesse requerimento do Ministério Público nesse sentido por oportunidade do oferecimento da denúncia, o que aponta para a absoluta desnecessidade da medida, que não contou com a unanimidade dos ministros do órgão julgador”, diz trecho de nota, assinada pelo advogado Carlos Humberto Fauaze, defensor do conselheiro.
Na denúncia aceita pelo STF também foram listadas visitas dos empresários Flávio Henrique Sakai, Sérgio Augusto de Almeida Braga e Messias da Silva, relacionados direta ou indiretamente ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), ao Ministério das Cidades. E registros de viagens coincidentes de Negromonte, Youssef, Sakai e Augusto, em 2011, para Salvador e São Paulo, que também são questionados pela defesa: “fato, absolutamente comum na vida de um parlamentar baiano, [usado] como elemento a corroborar o depoimento de um delator no sentido de que teria havido reuniões na capital baiana para tratar de assuntos escusos”.
A defesa diz ainda, que aguardará a publicação do acórdão para avaliar as medidas a serem adotadas doravante.

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